“Super dindin” nas atividades físicas

Gustavo Godoy e os produtos da Trembão.

 

A Trembão, empresa de alimentos congelados, instalada no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), criou e fez o lançamento, no auditório da própria incubadora, do “Dindim termogênico” ou “Dindin da Trembão”, um produto energético, feito com ingredientes naturais, como o guaraná e o gengibre, que auxilia às pessoas na prática de exercícios físicos dentro e fora das academias. Continuar lendo “Super dindin” nas atividades físicas

Entrevista con Noélia Falcão, coordenadora do AMOCI

Noélia Falcão, coordenadora do AMOCI
Noélia Falcão, coordenadora do AMOCI

 

Na primeira reunião do ano, na qual participaram vários representantes de incubadoras de empresas, representantes de instituições de pesquisas e de universidades, a coordenadora do Arranjo (Rede) de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental, conhecido como “Arranjo AMOCI”, Noélia Falcão, concedeu uma entrevista ao informativo “Empresarial”, do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE).

 

Como o AMOCI ajuda as instituições que promovem a inovação tecnológica?

Neste momento, são 23 instituições afiliadas ao AMOCI, sendo 16 no Estado do Amazonas, 3 no Estado do Acre, 3 no Estado de Roraima e 2 no Estado de Rondônia. O objetivo do Arranjo (Rede) é operar em forma de rede colaborativa, visando otimizar e compartilhar recursos, disseminar boas práticas de gestão da inovação e de proteção à propriedade intelectual, transferência de tecnologia e empreendedorismo, bem como facilitar a aplicação da Lei de Inovação, do Novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei número 13.243, de 11 de Janeiro de 2016, o chamado Marco Legal de CTI) e da Política de Inovação das ICTs (Instituições de Ciência e Tecnologia).

 

Quais são as barreiras que impedem o fomento da inovação?

Temos alguns desafios para a promoção da inovação. Aponto, por exemplo, a falta de mais investimentos em recursos humanos, especialmente, em pesquisadores e pesquisadoras que estejam interessados em se instalar na Amazônia. Sempre ouvimos que a Amazônia é rica em biodiversidade e, sem dúvida, o é, mas precisamos conhecê-la para explorá-la. Portanto, o investimento em profissionais da área de pesquisa é fundamental, assim como em instituições que promovem a pesquisa, para que elas possam melhorar a sua estrutura e desenvolver pesquisas de ponta. Outro desafio é com os profissionais que trabalham nos NITs (Núcleos de Inovação Tecnológica) das ICTs, que são os responsáveis em realizar a interface das ICTs com as empresas, transferindo o resultado das pesquisas (tecnologias). A maioria dos profissionais que compõem os NITs são bolsistas e assim temos um “rodízio” de pessoas que vêm e vão embora muito rápido. Na verdade, são bolsistas que ficam no máximo três anos e não podem ter sua bolsa renovada. Então você não pode dar continuidade a um trabalho porque o tempo do bolsista acabou e você tem de capacitar um novo bolsista e recomeçar o trabalho do ponto inicial. A solução seria os concursos, mas neste momento não parece possível. Então, penso eu, seria a contratação desses profissionais por meio das fundações de apoio.

 

Quem deve ir ao encontro de quem, a universidade ou a empresa?

Os dois lados devem tomar a iniciativa. Até por uma questão cultural, a interface entre a academia e as empresas ainda é algo que ocorre com pouca frequência. Temos a Lei de Inovação, o Novo Marco Legal de C, T e I, a Lei do Bem, entre outras, que visam promover essa interação. Acredito que a partir desses marcos legais já avançamos em relação a quinze anos atrás e espero num futuro próximo realizar a transferência de tecnologias desenvolvidas na academia de forma mais efetiva. Não adianta somente fazer pesquisas, temos de transferi-la e beneficiar à sociedade. Os pesquisadores não têm interesse em ficar com uma tecnologia, eles querem compartilhar e desejam que ela seja produzida em escala pelas empresas.

É o sonho de todo pesquisador ver o seu produto em uma prateleira e que todos tenham acesso a esse produto, gerando satisfação para o pesquisador, lucro para as empresas e benefício para quem vai consumir o produto, que é a sociedade. Todos ganham. E assim a inovação é efetivamente promovida.

 

Reunião com café da manhã
Reunião com café da manhã

 

Noélia Falcão coordena a reunião com vários representantes de incubadoras de empresas
Noélia Falcão coordena a reunião com vários representantes de incubadoras de empresas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Concentrado de guaraná com o gosto do cliente

O gestor, Marcos Ferrari, é o encarregado de instalar a empresa no CIDE
O gestor, Marcos Ferrari, é o encarregado de instalar a empresa no CIDE

 

 

Tem sobrenome de carro italiano, Marcos Ferrari, e sempre trabalhou em cargos importantes de empresas de refrigerantes por todo o Brasil, inclusive em Manaus.

 

É o gestor que vai inaugurar, no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), no mês de dezembro, a fábrica de concentrados para refrigerantes, chamada Antares, que pretende atender às indústrias de bebidas não alcoólicas locais e nacionais.

 

Com a instalação da fábrica, no Cide, Marcos Ferrari vai trazer o guaraná de Maués (município a 268 quilómetros de Manaus em linha reta) e transformá-lo em concentrados para bebidas. “Esse mercado de bebidas é muito grande. Então, o que nós vamos fazer é vender o concentrado para que as empresas de bebidas produzam o refrigerante de guaraná e outros sabores”, conta o diretor.

 

Ainda conforme Ferrari, já surgiram empresas fabricantes de refrigerantes interessadas em adquirir o produto regional da Antares. “O guaraná é um produto regional e mundial, mas nós vamos produzir concentrados também para refrigerantes de uva, laranja, enérgicos, sucos, chás, etc., de acordo com o gosto do cliente, ou seja, personalizado. Podemos fazer uma fórmula exclusiva para o cliente”, diz, acrescentando que a análise do produto será feita por um laboratório que também está instalado no CIDE, o CQLab.

 

CONCENTRADOS são misturas de extratos, óleos e destilados de frutas ou vegetais. É o “coração” do refrigerante.

 

Composição do refrigerante

Água com gás, açúcar, aroma, acidulantes e conservantes. Todos esses ingredientes são misturados para a fabricação do refrigerante.

A Antares vai concentrar todos esses ingredientes, exceto a água com gás e o açúcar.

 

A vantagem de estar no CIDE

Segundo o gestor, Ferrari, a decisão de incubar-se no CIDE partiu do fato de que a incubadora oferece uma estrutura invejável. “Estamos em um cenário em que a tendência é melhorar e realizamos um estudo de viabilidade antes de tomar a decisão de empreender. Eu já tinha ouvido falar do CIDE e conhecia o processo de incubação. Aqui nós temos um espaço com auditório, sala de reuniões, segurança, enfim, uma estrutura necessária para qualquer empresa”, conclui.

 

Para saber mais

email: ferrari.antaresconcentrados.com.br

Tel. 98112-8877

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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