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Instituições de pesquisa se reúnem em conferência internacional

A abertura aconteceu no auditório da Casa da Ciência (INPA)

Pesquisadores, doutores, universitários, diretores de instituições de pesquisa e tecnologia e convidados se reuniram nos dias 6 e 7 de junho, no Auditório da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), para debater sobre tecnologia, ciência e novos investimentos na Amazônia, na 2ª Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia. O evento contou com o apoio do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE).

Promovida pelo Arranjo de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) da Amazônia Ocidental (Arranjo AMOCI/MCTIC) e INPA, a conferência contou com palestras, mesas redondas e painéis. “Os conhecimentos produzidos na área de Tecnologia não podem ficar restritos à universidade ou às empresas, devemos criar ambientes de debate onde estudantes, pesquisadores, investidores possam dialogar e colocar em prática as inovações. Por isso, o CIDE apoia essas iniciativas”, disse o diretor executivo do CIDE, José B. Grosso, que acrescentou que duas empresas da incubadora estavam participando da exposição com seus produtos no auditório.

O diretor executivo do CIDE, José Grosso, e a equipe técnica da incubadora.

 

Equipe técnica do CIDE visita os estandes do evento.

Público na primeira palestra do evento.

Equipe do CIDE na área dos estandes.

 

Doutoranda da FGV de São Paulo realiza pesquisa no CIDE

A doutoranda da FGV-SP, Cassiane Jaroszewski (esq.), conversa com a técnica do CIDE, Rosália Padilha.

A doutoranda da FGV-SP, Cassiane Jaroszewski (esq.), conversa com a técnica do CIDE, Rosália Padilha.

 

Conversamos com a doutoranda em Administração Pública e Governo, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Cassiane Jaroszewski, que esteve no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) para conhecer as empresas incubadas e realizar pesquisas para a sua tese de doutorado.

 

Porque você escolheu o Amazonas?

Eu escolhi o Amazonas porque é o primeiro Estado da Federação a ter lei de Inovação Tecnológica, é o Estado que tem mais tempo de lei vigente e quero estudar como se aplica essa lei e quais são os seus frutos na economia local.

O Estado do Amazonas é especial porque, além do fato da lei de inovação, existe a questão da biodiversidade, ou seja, alinhar a inovação, respeitando os recursos naturais e sustentáveis. Isso é um grande desafio.

 

Qual é a importância do CIDE na sua pesquisa?

Estou em Manaus para conhecer o ambiente de inovação no Estado do Amazonas e minha visita ao CIDE tem a finalidade de entender as incubadoras de empresas como um espaço de promoção da Inovação, onde as empresas são capazes de utilizar o conhecimento científico, transformá-lo em produtos que vão ao mercado, dinamizando a economia local e trazendo retornos à sociedade.

Nessa visita ao CIDE, o que eu percebi foi o uso dos recursos naturais da Região no processo de fabricação dos produtos elaborados dentro da incubadora, bem como a dificuldade de conseguir matéria prima hoje para as pequenas empresas, porque as grandes empresas se antecipam e adquirem quase tudo. É uma dificuldade que precisa do apoio do governo para ser superada por meio de políticas.

 

O que pretende com sua tese de doutorado?

O que eu pretendo com minha tese de doutorado é mostrar ao poder público os problemas pelos quais passam as pequenas empresas, no campo da Inovação, e que o governo tem de ouvir os outros atores do processo, como as universidades, fundações, instituições de pesquisas, consumidores, e que as decisões devem ser tomadas em conjunto, com todos os participantes do processo inovador.

 

Além de Manaus, a pesquisadora já visitou incubadoras de empresas, universidades, instituições de pesquisas de São Paulo, e seguirá para Santa Catarina e Recife.

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Pesquisadoras do Brasil e da Inglaterra escolhem o CIDE para trabalho acadêmico

O diretor executivo, José Grosso, recepciona às pesquisadoras

O diretor executivo, José Grosso, recepciona às pesquisadoras

 

O Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) foi a incubadora de empresas escolhida no Amazonas, para participar de uma pesquisa realizada por professoras da Fundação Getúlio Vargas e da Universidade de Essex da Inglaterra (University of Essex), sobre Empreendedorismo, Incubadoras de Empresas e Iniciativas de Empreendimentos.

 

A visita às instalações da incubadora ocorreu no último dia 23 de fevereiro, no qual as pesquisadoras Diane Holt e Silvia Pinheiro, conversaram com o diretor executivo do CIDE, José Barbosa Grosso, e foram acompanhadas pela funcionária Rosália Padilha, até as empresas escolhidas para a entrevista.

 

“Foi feito uma parceria entre a Fundação Getúlio Vargas e a Universidade de Essex para que nós desenvolvêssemos uma pesquisa sobre empreendedorismo no Brasil e, no Norte, escolhemos o CIDE devido à sua estrutura de incubadora e pelos empreendimentos instalados aqui”, disse a professora de Direito Internacional Silvia Pinheiro, acrescentando que a pesquisa vai ter uma duração de três anos e que o material vai ser publicado em revistas especializadas em empreendedorismo.

 

As pesquisadoras tiveram a oportunidade de conhecer in loco empresas do segmento de Perfumaria, Panificação, Doces, Temperos e Licores, onde puderam conversar com os empreendedores, funcionários, conhecer o processo e degustar os produtos regionais.

Pesquisadoras visitam a fábrica de chocolates Amazon Doces, no CIDE

Pesquisadoras visitam a fábrica de chocolates Amazon Doces, no CIDE

 

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Pesquisadoras conhecem empresa de perfumes, no CIDE

Pesquisadoras conhecem fábrica de perfumes, no CIDE

 

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Pesquisadoras visitam o setor de Tecnologia da Informação do CIDE

Pesquisadoras visitam o setor de Tecnologia da Informação do CIDE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista com Noélia Falcão, coordenadora do AMOCI.

Noélia Falcão, coordenadora do AMOCI

Noélia Falcão, coordenadora do AMOCI

 

Na primeira reunião do ano, na qual participaram vários representantes de incubadoras de empresas, representantes de instituições de pesquisas e de universidades, a coordenadora do Arranjo (Rede) de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental, conhecido como “Arranjo AMOCI”, Noélia Falcão, concedeu uma entrevista ao informativo “Empresarial”, do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE).

 

Como o AMOCI ajuda as instituições que promovem a inovação tecnológica?

Neste momento, são 23 instituições afiliadas ao AMOCI, sendo 16 no Estado do Amazonas, 3 no Estado do Acre, 3 no Estado de Roraima e 2 no Estado de Rondônia. O objetivo do Arranjo (Rede) é operar em forma de rede colaborativa, visando otimizar e compartilhar recursos, disseminar boas práticas de gestão da inovação e de proteção à propriedade intelectual, transferência de tecnologia e empreendedorismo, bem como facilitar a aplicação da Lei de Inovação, do Novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei número 13.243, de 11 de Janeiro de 2016, o chamado Marco Legal de CTI) e da Política de Inovação das ICTs (Instituições de Ciência e Tecnologia).

 

Quais são as barreiras que impedem o fomento da inovação?

Temos alguns desafios para a promoção da inovação. Aponto, por exemplo, a falta de mais investimentos em recursos humanos, especialmente, em pesquisadores e pesquisadoras que estejam interessados em se instalar na Amazônia. Sempre ouvimos que a Amazônia é rica em biodiversidade e, sem dúvida, o é, mas precisamos conhecê-la para explorá-la. Portanto, o investimento em profissionais da área de pesquisa é fundamental, assim como em instituições que promovem a pesquisa, para que elas possam melhorar a sua estrutura e desenvolver pesquisas de ponta. Outro desafio é com os profissionais que trabalham nos NITs (Núcleos de Inovação Tecnológica) das ICTs, que são os responsáveis em realizar a interface das ICTs com as empresas, transferindo o resultado das pesquisas (tecnologias). A maioria dos profissionais que compõem os NITs são bolsistas e assim temos um “rodízio” de pessoas que vêm e vão embora muito rápido. Na verdade, são bolsistas que ficam no máximo três anos e não podem ter sua bolsa renovada. Então você não pode dar continuidade a um trabalho porque o tempo do bolsista acabou e você tem de capacitar um novo bolsista e recomeçar o trabalho do ponto inicial. A solução seria os concursos, mas neste momento não parece possível. Então, penso eu, seria a contratação desses profissionais por meio das fundações de apoio.

 

Quem deve ir ao encontro de quem, a universidade ou a empresa?

Os dois lados devem tomar a iniciativa. Até por uma questão cultural, a interface entre a academia e as empresas ainda é algo que ocorre com pouca frequência. Temos a Lei de Inovação, o Novo Marco Legal de C, T e I, a Lei do Bem, entre outras, que visam promover essa interação. Acredito que a partir desses marcos legais já avançamos em relação a quinze anos atrás e espero num futuro próximo realizar a transferência de tecnologias desenvolvidas na academia de forma mais efetiva. Não adianta somente fazer pesquisas, temos de transferi-la e beneficiar à sociedade. Os pesquisadores não têm interesse em ficar com uma tecnologia, eles querem compartilhar e desejam que ela seja produzida em escala pelas empresas.

É o sonho de todo pesquisador ver o seu produto em uma prateleira e que todos tenham acesso a esse produto, gerando satisfação para o pesquisador, lucro para as empresas e benefício para quem vai consumir o produto, que é a sociedade. Todos ganham. E assim a inovação é efetivamente promovida.

 

Reunião com café da manhã

Reunião com café da manhã

 

Noélia Falcão coordena a reunião com vários representantes de incubadoras de empresas

Noélia Falcão coordena a reunião com vários representantes de incubadoras de empresas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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