PQA 2016 abre inscrições para organizações públicas e privadas

Representantes de várias instituições compareceram ao lançamento do PQA 2016.
Representantes de várias instituições compareceram ao lançamento do PQA 2016.

 

 

Empresas instaladas no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) já podem fazer a inscrição para participar do Programa Qualidade Amazonas (PQA 2016), que foi lançado, na tarde da sexta-feira, 26, no auditório Auton Furtado Junior, no edifício da Federação das Indústrias do Estado do Amazona (FIEAM).

De acordo como a coordenadora do programa, Erlen Montefusco, qualquer organização particular e pública pode participar do processo. “Os participantes devem apresentar uma melhoria ou uma inovação, ou uma prática voltada para o desenvolvimento sustentável que cada um possa ter em sua organização. Então, elabora um relatório, um modelo de gestão”, enfatiza, acrescentando que existem a Modalidade Processo e a Modalidade Gestão e que os participantes não precisam ter a ISO (um conjunto de normas de padronização para um determinado serviço ou produto) ou nenhuma certificação obrigatória.

Na edição do ano passado, a empresa de moda esportiva, instalada no CIDE Alvora (CIDE2), Officina Sports, foi premiada na categoria Micro e Pequena Indústria, na modalidade Processo.

Ainda segundo Montefusco, a divulgação do resultado do PQA 2016 está prevista para o mês de setembro. Para mais informações, os interessados devem acessar ao site www.pqa.org.br ou ligar para os números 3622-6104 e 3186-6642.

O PROGRAMA QUALIDADE AMAZONASé apoiado pela FIEAM e trata-se de um programa estadual fundado em 1991, com o objetivo de apoiar as organizações, públicas e privadas, na busca pela qualidade, produtividade e competitividade, através do uso de métodos e ferramentas da qualidade e excelência na gestão.

 

 

A coordenadora do PQA 2016, Erlen Montefusco, dá início ao lançamento do programa.
A coordenadora do PQA 2016, Erlen Montefusco, dá início ao lançamento do programa.

 

 

 

Representantes de organizações aguardam o lançamento do PQA 2016, no auditório Auton Furtado Junior.
Representantes de organizações aguardam o lançamento do PQA 2016, no auditório Auton Furtado Junior.

 

 

 

Ganhadores de edições passadas relatam histórias de casos de sucessos.
Ganhadores de edições passadas relatam histórias de casos de sucessos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Entrevista: O homem empreendedor

Moysés Israel trabalha desde os 11 anos de idade.
Moysés Israel trabalha desde os 11 anos de idade.

 

 

 

Tivemos a oportunidade de entrevistar o amazonense e idealizador do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), Moyses Benarros Israel, que começou a trabalhar aos 11 anos de idade. Foi limpador de escritório, entregador de bombons, sonhou em ser químico industrial, foi Vice-Presidente do Banco do Estado e é o atual Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).

Como surgiu a ideia da criação do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial?

Em uma ocasião, tomando café com meu amigo Raimar Aguiar comentei o assunto de dar oportunidades aos pequenos empresários que têm ideias, mas pouco capital para colocá-las em prática. E falei também que precisávamos de um local adequado, no qual esses empreendedores pudessem desenvolver seus projetos e, depois, caminhar sozinhos.

Então, ele me disse que o espaço físico nós tínhamos, que era um local que foi usado pelo Projeto Rondón*, com o apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), localizado em uma área próximo ao Distrito Industrial, onde funciona o CIDE hoje. Começamos a rabiscar o projeto do qual deveríamos ir conversar com a Suframa.

Uma vez que tivemos o apoio da superintendência, começamos a colocar em prática a ideia. Pensávamos grande, lá na frente. A incubadora de empresas deveria ter um espaço para as empresas de tecnologia e de software. E, o que um dia serviu de espaço de dormitório para estudantes, iria se transformar em um espaço cibernético. Iniciamos também, a construção de pavilhões maiores para acolher empresas de outros segmentos. E, com a ajuda da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), instalamos um laboratório de química na incubadora, o qual era usado por professores e estudantes universitários que realizavam análises químicas para colégios e empresas locais. Foi a primeira atividade realizada na incubadora.

Foi eleito como diretor executivo, o senhor Fernando Loureiro, que deu continuidade ao projeto.

Para atrair interessados, fizemos anúncios nos jornais e criamos um modelo de trabalho que deveria ser respeitado pelos empresários que queriam se instalar na incubadora. Então, começaram a surgir segmentos de biojoias, perfumes e outros.

O senhor sonhou alguma vez com a criação de uma incubadora? (risos)

Eu não inventei nada porque incubadoras de empresas já existiam em outros lugares. O que eu fiz foi aplicar conhecimentos adquiridos em minhas viagens ao Chile, a centros acadêmicos, em leituras pessoais sobre esse assunto e oferecer oportunidades à demanda local. Percebemos que era um projeto possível de desenvolver-se em Manaus.

Além disso, minha vida esteve sempre ligada ao ambiente acadêmico e ao empreendedorismo. Eu era membro do conselho da UFAM e viajava a trabalho para assinar convênios e intercâmbios. Como diretor do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-Amazonas), tínhamos um projeto de visitas de estudantes às empresas do Polo Industrial de Manaus, onde eles presenciavam desde a chegada do funcionário à fábrica até o processo de desenvolvimento dos produtos, como relógios e televisores. Inclusive, os estudantes almoçavam com os profissionais. A ideia era desenvolver no aluno o interesse pelo processo de produção. Aquele aluno visitante e, às vezes, estagiário seria o futuro empreendedor, o dono de uma fábrica.

 

O senhor respira empreendedorismo?

Sim. Eu comecei a trabalhar muito cedo, aos 11 anos de idade. Meu pai tinha um comércio e era representante de empresas. Após a morte dele, minha mãe alugou o negócio e fui trabalhar com os meus tios. A essa idade eu tinha de tirar a poeira do escritório, limpar o banheiro e abrir a porta para os funcionários. E, entregava protocolos. Paralelamente a essas atividades, eu estudava e fazia o curso de datilografia que, naquela época, era importantíssimo.

 

Hoje, o CIDE não é a única incubadora de empresas na cidade. O senhor acha que a sua ideia foi multiplicada?

As instituições de educação e pesquisa reconhecem a importância de ter incubadoras de empresas. É importante fomentar e desenvolver novas ideias, e contribuir com o desenvolvimento da sociedade. Queremos agora, ajudar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) a iniciar a interiorização das incubadoras.

* Criado em 11 de julho de 1967, o Projeto Rondon promovia atividades de extensão universitária levando estudantes voluntários às comunidades carentes e isoladas do interior do país, onde participavam de atividades de caráter notadamente assistencial, organizadas pelo governo.

Entrada da instituição criada por Moyses Israel, o Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE).
Entrada da instituição criada por Moyses Israel, o Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Profissional de Contabilidade a serviço do CIDE recebe prêmio PQA 2015

A contadora Aldilene Infante ao lado do diretor executivo do CIDE.
A contadora Aldilene Infante ao lado do diretor executivo do CIDE.

 

 

A funcionária da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e trabalhando no setor de Contabilidade do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), desde 2008, Aldilene Infante, foi homenageada como “Avaliador Destaque 2015” na 22ª edição do Prêmio Qualidade Amazonas (PQA), ocorrido, na quinta-feira, 5 de novembro.

Segundo a contadora, o reconhecimento é fruto da seriedade e responsabilidade de seu trabalho. “Sempre procurei exercer minhas funções com humildade, respeito, eficiência e procurando servir a todos. Esse prêmio eleva o grau de qualidade das empresas e de todos os colaboradores. Agradeço pelo reconhecimento”, disse Aldilene.

Para o diretor executivo do CIDE, José Barbosa Grosso, a funcionária é exemplo de disponibilidade também. “Uma empresa alcança qualidade porque os seus funcionários são ótimos profissionais também. Portanto, devemos valorizar as pessoas e fomentar a capacitação e a eficiência nas atividades desenvolvidas”, comentou.

O PROGRAMA QUALIDADE AMAZONAS (PQA) é um programa estadual fundado em 1991, com o objetivo de apoiar as organizações, públicas e privadas, na busca pela qualidade, produtividade e competitividade, através do uso de métodos e ferramentas da qualidade e excelência na gestão.

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FIEAM completa 55 anos de fundação

A sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).
A sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).

 

Sempre fiel à luta pelo fortalecimento da indústria do Amazonas e já consolidada como legítimo canal de reivindicações dos interesses coletivos regionais, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) completou no mês de agosto, 55 anos de fundação. Para seu presidente, Antonio Silva, nesse período, a instituição aperfeiçoou o seu papel na defesa dos interesses do segmento que representa, contribuindo para o seu desenvolvimento em condições sustentáveis, sob os aspectos econômicos, sociais, políticos, culturais e ambientais.

Mesmo com o recuo de 9,8% no faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM), nos cinco primeiros meses do ano, com relação ao mesmo período de 2014, Antonio Silva diz que a FIEAM tem motivos para comemorar seu 55º aniversário e ainda acreditar numa retomada do crescimento em curto prazo. “A crise que se abateu sobre a economia brasileira é a maior causa dessa retração no desempenho do PIM. Como sabemos, a maior parte da nossa produção é destinada ao mercado nacional. Mas, vamos superar essa crise logo”, disse Silva.

Segundo Antonio Silva, o fundador e primeiro presidente da organização foi um autêntico representante do extrativismo na Amazônia, o empresário Abrahão Sabbá, de tradicional família de empreendedores da região, com atividades que iam da exploração de petróleo ao beneficiamento da juta. “A FIEAM nasceu em meio a mudanças profundas no cenário industrial do Amazonas. A economia regional girava em torno da extração de borracha, da castanha e da produção de petróleo. Os sindicatos mais fortes cobriam ainda os ramos de bebidas, panificação, serrarias e calçados”, conta Antonio Silva.

O grande homenageado na comemoração dos 55 anos da FIEAM é o empresário Moyses Benarrós Israel, que acompanha desde o início a história da Federação. Como membro-fundador, assumiu a 1ª vice-presidência na Diretoria Provisória, que vigorou de agosto de 1960 a setembro de 1961, e hoje, aos 91 anos, responde pela presidência do Conselho Fiscal da instituição.

De acordo com Antonio Silva, a FIEAM tornou-se a principal interlocutora do setor produtivo amazonense, ao lado da ACA, do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Fecomércio e Federação da Agricultura. Ele lembra que o trabalho dessas instituições foi fundamental na luta pela prorrogação dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, hoje em vigor até 2073.

Fonte: fieam.org.br