Imprensa local fala com as empresas do CIDE sobre “cultura exportadora”

O diretor executivo, José Grosso, dá entrevista para o SBT Em Tempo
O diretor executivo, José Grosso, dá entrevista para o SBT Em Tempo

 

No mês de fevereiro, vários meios de comunicação se interessaram por falar sobre o tema da “cultura exportadora” nos pequenos e médios negócios.

 

Nesse contexto, o Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) foi procurado por televisões e jornais locais para falar sobre esse assunto e mostrar as empresas que iniciaram a comercialização de seus produtos para outros lugares do Brasil e aspiram a ampliar esse comércio para outros países.

 

Para realizar a matéria jornalística sobre o assunto da “cultura exportadora”, os repórteres solicitaram ao CIDE uma entrevista com o diretor executivo da instituição, José Barbosa Grosso. “As empresas incubadas desfrutam de um ambiente privilegiado em relação aos novos negócios. E a ‘internacionalização’ de uma empresa incubada exige muita preparação, capacitação, pesquisa de mercado, apoio e participação em eventos nacionais e internacionais porque há normas nos lugares para os quais a empresa pretende enviar seus produtos, principalmente, quando se trata de outros países”, diz o diretor.

 

O diretor executivo enfatiza que há casos concretos de empresas, instaladas na incubadora, que passam por um processo de experiência de comercialização para grandes centros consumidores, como São Paulo, Brasília e outras capitais. “Uma forma de atingir esses objetivos é buscando parcerias com instituições financeiras, de pesquisa, de serviços, de fomento empresarial, com universidades, com instituições públicas. Trabalhar de forma isolada é perigoso porque os mercados são dinâmicos, se transformam com velocidade e contam com a ajuda de outros fatores”, diz José Grosso.

 

Ainda segundo o diretor executivo, empresas que estão instaladas em centros empresariais e tecnológicos são consideradas pequenas, com recursos limitados, mas pujantes, pensam grande, com ideias inovadoras e capazes de satisfazer as demandas de dentro e de fora de Manaus.

 

No CIDE, empresas como Amazon Doces, Temperos da Amazônia, Sabores de Tradição e a empresa de licores Sohervas, já experimentam a comercialização de seus produtos em prateleiras de outras capitais. “Vendemos pelo site, pelas redes sociais, pela loja virtual e pelo telefone. A venda na feira da Eduardo Ribeiro, representa 80% do nosso comércio para fora do Estado do Amazonas”, conta o empresário Marcos Agra.

FotoG9

 

O proprietário da Sohervas da Amazônia, José Cabral, fala para a televisão
O proprietário da Sohervas da Amazônia, José Cabral, fala para a televisão

 

FotoG10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para exportar é preciso formação e informação

O coordenador geral dos programas de apoio à exportação, Flávio Pimentel, na FIEAM.
O coordenador geral dos programas de apoio à exportação, Flávio Pimentel, na FIEAM.

O coordenador geral dos programas de apoio à exportação, dentro da Secretaria de Comércio Exterior, Flávio Martins Pimentel, esteve, no segundo semestre deste ano, na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), para falar sobre exportação aos microempresários e interessados no assunto, no 1º Seminário Difusão da Cultura Exportadora do Estado do Amazonas. O informativo “Empresarial” teve a oportunidade de entrevistá-lo.

Que tipo de produtos as microempresas poderiam exportar?

Vários. Por exemplo, há casos de sucesso de empresas que atuam no campo da Moda e Praia exportando seus produtos. Na área de produtos orgânicos também há casos de sucesso, como a exportação de cacau orgânico; os produtos de perfumaria feitos com ingredientes naturais. Enfim, são produtos que alcançam nichos de mercado e conseguem ser competitivos.

Todos os produtos podem ser exportados?

As microempresas têm um caminho a percorrer, preparando-se para o mercado externo. Nem sempre o produto que atende às exigências do mercado interno, atende às exigências do mercado externo. Portanto, elas têm de verificar qual é o mercado que elas querem alcançar, qual é o país para onde o produto destinado vai encontrar mais competitividade. Então existe toda uma metodologia e preparação para identificar o mercado onde eu quero vender meu produto.

Qual conselho o senhor dá aos microempresários que desejam exportar?

Para o empresário pequeno, nós sempre sugerimos começar exportando para mercados próximos, para países fronteiriço e não dispersar totalmente o produto exportado. E, em casos de produtos da área agrícola e alimentos, há todo um processo de cuidado sanitário, inspeções e autorizações. Não é simplesmente querer exportar.

Como hoje em dia ninguém faz nada sozinho, o microempresário tem de buscar o apoio de um conjunto de entidades, como o SEBRAE, o Correio, o Ministério da Indústria e Comércio Exterior, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre outras que apoiam a cultura exportadora para se capacitar e preparar a sua empresa para a exportação dos seus produtos.

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