Capacitação: mais uma formação concluída

Empreendedores e o coach Magela, na sala de formação do CIDE.
Empreendedores e o coach Magela, na sala de formação do CIDE.

 

O período de formação, que tem como objetivo melhorar a estrutura funcional das empresas instaladas no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), concluiu mais uma etapa, no último dia 31 de agosto, nas salas de capacitação da incubadora de empresas.

Empresários de vários segmentos fizeram o curso com o economista e consultor, Geraldo Magela, apoiados pelo Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (DAMPI), da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).

Para o mês de setembro estão programados novos encontros de capacitação.

A formação está estruturada de três etapas, em meses diferentes, passando pela Profissionalização da Gestão, Identidade Organizacional das Empresas e Planejamento Estratégico. “A formação tem a finalidade de corrigir os principais erros nas gestões consideradas ‘familiares’, nos aspectos financeiros e no processo empresarial”, diz Magela.

Em cada capacitação, os empresários ouvem palestras de casos de sucesso, falam sobre sua situação empresarial e realizam dinâmicas que ajudam a atender melhor o processo empreendedor. “Para quem está começando um novo projeto na vida, o curso é muito importante porque começamos a organizar nossas informações, nossas ideias e criamos uma identidade sólida para nossa empresa e aperfeiçoamos outros valores”, destaca a empresária da Cheiro D´Folha, Waldelice Barreto.

 

A formação reuniu mais de 15 empresas.
A formação reuniu mais de 15 empresas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Doutoranda da FGV de São Paulo realiza pesquisa no CIDE

A doutoranda da FGV-SP, Cassiane Jaroszewski (esq.), conversa com a técnica do CIDE, Rosália Padilha.
A doutoranda da FGV-SP, Cassiane Jaroszewski (esq.), conversa com a técnica do CIDE, Rosália Padilha.

 

Conversamos com a doutoranda em Administração Pública e Governo, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Cassiane Jaroszewski, que esteve no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) para conhecer as empresas incubadas e realizar pesquisas para a sua tese de doutorado.

 

Porque você escolheu o Amazonas?

Eu escolhi o Amazonas porque é o primeiro Estado da Federação a ter lei de Inovação Tecnológica, é o Estado que tem mais tempo de lei vigente e quero estudar como se aplica essa lei e quais são os seus frutos na economia local.

O Estado do Amazonas é especial porque, além do fato da lei de inovação, existe a questão da biodiversidade, ou seja, alinhar a inovação, respeitando os recursos naturais e sustentáveis. Isso é um grande desafio.

 

Qual é a importância do CIDE na sua pesquisa?

Estou em Manaus para conhecer o ambiente de inovação no Estado do Amazonas e minha visita ao CIDE tem a finalidade de entender as incubadoras de empresas como um espaço de promoção da Inovação, onde as empresas são capazes de utilizar o conhecimento científico, transformá-lo em produtos que vão ao mercado, dinamizando a economia local e trazendo retornos à sociedade.

Nessa visita ao CIDE, o que eu percebi foi o uso dos recursos naturais da Região no processo de fabricação dos produtos elaborados dentro da incubadora, bem como a dificuldade de conseguir matéria prima hoje para as pequenas empresas, porque as grandes empresas se antecipam e adquirem quase tudo. É uma dificuldade que precisa do apoio do governo para ser superada por meio de políticas.

 

O que pretende com sua tese de doutorado?

O que eu pretendo com minha tese de doutorado é mostrar ao poder público os problemas pelos quais passam as pequenas empresas, no campo da Inovação, e que o governo tem de ouvir os outros atores do processo, como as universidades, fundações, instituições de pesquisas, consumidores, e que as decisões devem ser tomadas em conjunto, com todos os participantes do processo inovador.

 

Além de Manaus, a pesquisadora já visitou incubadoras de empresas, universidades, instituições de pesquisas de São Paulo, e seguirá para Santa Catarina e Recife.

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Palestras no CIDE dão apoio às empresas

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Evento reuniu secretários estaduais, empreendedores e representantes de instituições de pesquisa.

 

O Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) recebeu, no mês de abril, a 121ª reunião da Câmara da Micro e Pequenas Empresas, com o objetivo de discutir e informar sobre formação empresarial e divulgação de projetos empresariais por parte das secretarias estaduais, bem como intensificar o contato com as incubadoras de empresa.

 

Durante a reunião foram realizadas diversas palestras de apoio às empresas vinculadas a incubadoras. “Estou muito satisfeito com a participação de todos porque nessas reuniões, os empresários conhecem as instituições que podem dar apoio a seus projetos”, diz o diretor executivo do CIDE, José Barbosa Grosso.

 

O evento contou com as presenças do secretário executivo da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEPLAN-CTI), Gustavo Igrejas, o secretário da Secretaria de Estado do Trabalho (SETRAB), Breno Ortiz, do vice-presidente da Junta Comercial do Estado do Amazonas (JUCEA), Caio Fernandes e da diretora da Rede Amazônica de Instituições em Prol do Empreendedorismo e a Inovação (RAMI), Jane Moura, e do licenciado em Letras, especialista em Comunicação e Expressão, Francisco Lavor.

Palestrantes falam para os empreendedores do CIDE.
Palestrantes falam para os empreendedores do CIDE.

 

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Imprensa local fala com as empresas do CIDE sobre “cultura exportadora”

O diretor executivo, José Grosso, dá entrevista para o SBT Em Tempo
O diretor executivo, José Grosso, dá entrevista para o SBT Em Tempo

 

No mês de fevereiro, vários meios de comunicação se interessaram por falar sobre o tema da “cultura exportadora” nos pequenos e médios negócios.

 

Nesse contexto, o Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) foi procurado por televisões e jornais locais para falar sobre esse assunto e mostrar as empresas que iniciaram a comercialização de seus produtos para outros lugares do Brasil e aspiram a ampliar esse comércio para outros países.

 

Para realizar a matéria jornalística sobre o assunto da “cultura exportadora”, os repórteres solicitaram ao CIDE uma entrevista com o diretor executivo da instituição, José Barbosa Grosso. “As empresas incubadas desfrutam de um ambiente privilegiado em relação aos novos negócios. E a ‘internacionalização’ de uma empresa incubada exige muita preparação, capacitação, pesquisa de mercado, apoio e participação em eventos nacionais e internacionais porque há normas nos lugares para os quais a empresa pretende enviar seus produtos, principalmente, quando se trata de outros países”, diz o diretor.

 

O diretor executivo enfatiza que há casos concretos de empresas, instaladas na incubadora, que passam por um processo de experiência de comercialização para grandes centros consumidores, como São Paulo, Brasília e outras capitais. “Uma forma de atingir esses objetivos é buscando parcerias com instituições financeiras, de pesquisa, de serviços, de fomento empresarial, com universidades, com instituições públicas. Trabalhar de forma isolada é perigoso porque os mercados são dinâmicos, se transformam com velocidade e contam com a ajuda de outros fatores”, diz José Grosso.

 

Ainda segundo o diretor executivo, empresas que estão instaladas em centros empresariais e tecnológicos são consideradas pequenas, com recursos limitados, mas pujantes, pensam grande, com ideias inovadoras e capazes de satisfazer as demandas de dentro e de fora de Manaus.

 

No CIDE, empresas como Amazon Doces, Temperos da Amazônia, Sabores de Tradição e a empresa de licores Sohervas, já experimentam a comercialização de seus produtos em prateleiras de outras capitais. “Vendemos pelo site, pelas redes sociais, pela loja virtual e pelo telefone. A venda na feira da Eduardo Ribeiro, representa 80% do nosso comércio para fora do Estado do Amazonas”, conta o empresário Marcos Agra.

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O proprietário da Sohervas da Amazônia, José Cabral, fala para a televisão
O proprietário da Sohervas da Amazônia, José Cabral, fala para a televisão

 

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Entrevista con Noélia Falcão, coordenadora do AMOCI

Noélia Falcão, coordenadora do AMOCI
Noélia Falcão, coordenadora do AMOCI

 

Na primeira reunião do ano, na qual participaram vários representantes de incubadoras de empresas, representantes de instituições de pesquisas e de universidades, a coordenadora do Arranjo (Rede) de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental, conhecido como “Arranjo AMOCI”, Noélia Falcão, concedeu uma entrevista ao informativo “Empresarial”, do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE).

 

Como o AMOCI ajuda as instituições que promovem a inovação tecnológica?

Neste momento, são 23 instituições afiliadas ao AMOCI, sendo 16 no Estado do Amazonas, 3 no Estado do Acre, 3 no Estado de Roraima e 2 no Estado de Rondônia. O objetivo do Arranjo (Rede) é operar em forma de rede colaborativa, visando otimizar e compartilhar recursos, disseminar boas práticas de gestão da inovação e de proteção à propriedade intelectual, transferência de tecnologia e empreendedorismo, bem como facilitar a aplicação da Lei de Inovação, do Novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei número 13.243, de 11 de Janeiro de 2016, o chamado Marco Legal de CTI) e da Política de Inovação das ICTs (Instituições de Ciência e Tecnologia).

 

Quais são as barreiras que impedem o fomento da inovação?

Temos alguns desafios para a promoção da inovação. Aponto, por exemplo, a falta de mais investimentos em recursos humanos, especialmente, em pesquisadores e pesquisadoras que estejam interessados em se instalar na Amazônia. Sempre ouvimos que a Amazônia é rica em biodiversidade e, sem dúvida, o é, mas precisamos conhecê-la para explorá-la. Portanto, o investimento em profissionais da área de pesquisa é fundamental, assim como em instituições que promovem a pesquisa, para que elas possam melhorar a sua estrutura e desenvolver pesquisas de ponta. Outro desafio é com os profissionais que trabalham nos NITs (Núcleos de Inovação Tecnológica) das ICTs, que são os responsáveis em realizar a interface das ICTs com as empresas, transferindo o resultado das pesquisas (tecnologias). A maioria dos profissionais que compõem os NITs são bolsistas e assim temos um “rodízio” de pessoas que vêm e vão embora muito rápido. Na verdade, são bolsistas que ficam no máximo três anos e não podem ter sua bolsa renovada. Então você não pode dar continuidade a um trabalho porque o tempo do bolsista acabou e você tem de capacitar um novo bolsista e recomeçar o trabalho do ponto inicial. A solução seria os concursos, mas neste momento não parece possível. Então, penso eu, seria a contratação desses profissionais por meio das fundações de apoio.

 

Quem deve ir ao encontro de quem, a universidade ou a empresa?

Os dois lados devem tomar a iniciativa. Até por uma questão cultural, a interface entre a academia e as empresas ainda é algo que ocorre com pouca frequência. Temos a Lei de Inovação, o Novo Marco Legal de C, T e I, a Lei do Bem, entre outras, que visam promover essa interação. Acredito que a partir desses marcos legais já avançamos em relação a quinze anos atrás e espero num futuro próximo realizar a transferência de tecnologias desenvolvidas na academia de forma mais efetiva. Não adianta somente fazer pesquisas, temos de transferi-la e beneficiar à sociedade. Os pesquisadores não têm interesse em ficar com uma tecnologia, eles querem compartilhar e desejam que ela seja produzida em escala pelas empresas.

É o sonho de todo pesquisador ver o seu produto em uma prateleira e que todos tenham acesso a esse produto, gerando satisfação para o pesquisador, lucro para as empresas e benefício para quem vai consumir o produto, que é a sociedade. Todos ganham. E assim a inovação é efetivamente promovida.

 

Reunião com café da manhã
Reunião com café da manhã

 

Noélia Falcão coordena a reunião com vários representantes de incubadoras de empresas
Noélia Falcão coordena a reunião com vários representantes de incubadoras de empresas