Conhecimento português com ingredientes amazônicos

DSC04416Depois de conhecer uma amazonense com a qual se casou, o português, Jorge Carlos Neves, desembarcou em Manaus em dezembro de 2008, com o objetivo de dar aulas e treinamentos em confeitaria e panificação, atividades que ele exercia em Portugal.

Apesar de possuir um currículo impressionante, o professor não conseguiu que as portas dos cursinhos se abrissem para ele na cidade. “Simplesmente, me davam os parabéns e não acontecia nada”, lembra ele.

Mas, após quatro de meses de tentativas e procuras, Jorge Carlos recebeu um telefonema do SENAC de São Paulo, convidando-o para dar cursos naquela instituição. “De São Paulo, eu fui para as unidades do Rio de Janeiro, Alagoas, Goiânia, Belo Horizonte e Porto Alegre para dar aulas de confeitaria”, destaca, dizendo também, que sempre voltava a Manaus, onde morava com sua esposa.

Depois de tantas viagens e aulas, o lusitano decidiu dedicar-se à confeitaria portuguesa, fazendo doces e vendendo-os na feira da Eduardo Ribeiro, mas com uma inovação. “Além de vender os doces portugueses, eu percebi que havia uma demanda no segmento da confeitaria e panificação por produtos tipicamente amazônicos, feitos com matéria prima da Região. Isso era um pedido dos turistas que compravam com a gente”, diz.

Jorge conta que os produtos portugueses, feitos por ele, agradaram muito aos fregueses e, em poucos meses, ele começou a receber encomendas de restaurantes e festas, e, paralelamente, frequentava os cursos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (SEBRAE-AM). “Então, surgiu uma oportunidade na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) para submeter meu projeto sobre confeitaria amazônica e a ideia começou a dar certo e a crescer”, conta.

O Bolo Amazônico

Em 2012, o empreendedor Jorge Carlos, procura o Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) para instalar a Sabores de Tradição e colocar em prática a criação do “bolo amazônico”, uma proposta que já começou a dar os primeiros frutos em uma importante feira de alimentos de São Paulo e que pode ser degustado na Cafeteria do Largo, estabelecimento aberto também pelo professor de culinária portuguesa.

Com a incubação da empresa no CIDE, o empreendedor português ganhou mais espaço, teve contatos com outros empreendedores e ampliou a lista de clientes. “O futuro está na confeitaria amazônica. Esse é o grande projeto da minha empresa e que foi pensado para todo o mercado brasileiro”, destaca Jorge Carlos, lembrando que continuará atendendo o mercado de Manaus com a confeitaria portuguesa também.

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