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Arquivos por mêssetembro 2017

Empresário instalado no CIDE é notícia nacional

Marcos Agra fala para universitários no CIDE.

Marcos Agra fala para universitários no CIDE.

 

Sob o título “Empresário da Amazônia se prepara para conquistar mercado externo”, a agência Sebrae publicou, no último dia 15 de setembro, uma reportagem com o empreendedor do segmento de Temperos, Marcos Agra, instalado no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial.

O texto a seguir foi copiado integralmente do site do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

Poder unir duas paixões motivou o manauara Marcos Agra a criar a Temperos da Amazônia – Aromas e Sabores. Há dez anos, o então taxista, insatisfeito com a profissão, buscava uma ocupação que o realizasse. A ideia surgiu em um jantar para amigos, momento em que ele fazia o que mais gostava – cozinhar, usando temperos e peixes típicos da região Amazônica.

Da conversa informal e da percepção de que os produtos oferecidos no mercado eram de péssima apresentação, nasceu a microempresa, em 2012. O caminho foi trilhado desde 2008 com muito cuidado e suporte do Sebrae, afinal, Marcos não sabia por onde começar. Aprendeu a elaborar plano de negócios e fez dezenas de cursos, como Empretec, Liderança e Gestão da Inovação.

Também com apoio da instituição, obteve as certificações e orientações para uma produção segura, inclusive o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Neste ano, devemos obter o Selo Amazônico, do Governo do Estado, que comprova a procedência do produto”, revela.

O Sebrae também apresentou ao empresário o Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), incubadora na qual instalou a pequena fábrica, em um galpão de 130 metros quadrados. De lá saem, geralmente sob encomenda, 22 produtos sem corantes nem conservantes, cujas receitas foram criadas por ele. A pimenta-murupi é a vedete, presente em itens como geleia de manga, farinha e tucupi, todos apimentados, além da recém-lançada trufa de chocolate com geleia de cupuaçu.

“É uma pimenta pouco conhecida, muito saborosa e ardida, presente principalmente no Amazonas”, explica ele, que tem a ajuda da esposa Micaela, do filho Igor e de colaboradores eventuais para auxiliar na produção e atuar como vendedores em eventos. Aliás, é Mica, como a chama carinhosamente, que muitas vezes contém a empolgação do marido. “Eu gosto de criar, de produzir, ela é mais pé no chão”, conta o empresário.

Seguindo a linha – um passo de cada vez – que caracteriza a trajetória da Temperos da Amazônia, os produtos começam a ultrapassar as fronteiras do estado. Com sorte, é possível encontrá-los em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba (PR), onde passaram a ser comercializados neste ano em lojas especializadas e feiras.

O próximo passo é conquistar o exterior e, mais uma vez, o Sebrae tem auxiliado o empreendedor, assim como outras instituições de fomento às exportações. “Enviamos amostras para contatos na Itália, em Portugal, na cidade do Porto, e nos Estados Unidos. Espero que 2018 seja o nosso ano de começar a exportar”, torce.

 

SEBRAE 45 ANOS

A trajetória deste empresário e de milhões de outros empreendedores fazem parte da história do Sebrae, instituição criada em 1972 para fomentar e desenvolver os pequenos negócios no Brasil. Em 2017, o Sebrae comemora 45 anos de atuação em defesa dos micro e pequenos empreendedores, que somam hoje 98,5/% do total de empresas do Brasil e geram mais da metade dos empregos no país. Formalização, inovação, redução da burocracia, ampliação do acesso ao crédito e melhoria do ambiente legal fazem parte do compromisso do Sebrae com os pequenos negócios.

Marcos Agra (ao centro) participa de capacitações com outros empresários no CIDE.

Marcos Agra (ao centro) participa de capacitações com outros empresários no CIDE.

 

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Universitário da fronteira: em busca de novas ideias

Antes de visitar às empresas, universitários conversam o diretor executivo do CIDE.

Antes de visitar às empresas, universitários conversam o diretor executivo do CIDE.

 

Uma turma de universitários do curso de Administração da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) de Benjamin Constant, município a 1.120 Km de Manaus, sai por primeira vez da sua cidade para conhecer as empresas instaladas no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), conversar com os empreendedores e entender o processo de administração de uma incubadora.

Para chegar ao CIDE, em Manaus, o grupo de acadêmicos teve de realizar vários pequenos eventos, como rifas e sorteios, para conseguir o dinheiro e comprar as passagens de ida e de volta. “Eu ouvi falar do CIDE em um evento internacional e me interessei por conhecer mais sobre essa instituição, e surgiu a oportunidade de trazer os estudantes com a finalidade de que eles possam desenvolver ideias empreendedoras e colocá-las em prática no seu município. Na verdade, o interior é carente de tudo e aceitamos o desafio de tomar iniciativas empreendedoras e inovadoras onde há carência e pobreza. É possível”, diz o professor Antônio Conceição, que nasceu em Manaus, mas trabalha em Benjamin Constant.

Segundo o grupo, a viagem até a capital durou quatro dias de barco. “O curso tem disciplinas de Empreendedorismo, Cooperativismo, Associativismo e essa visita faz parte de um projeto que queremos implantar na universidade, e esses alunos vão ser uma espécie de sementes para outros estudantes daquela cidade, de modo que possamos incentivá-los a tomar iniciativas, a tomar decisões e criar oportunidades de negócios ”, conta Conceição, dizendo também que, ao voltar, a turma vai realizar um pequeno evento para contar suas experiências na incubadora.

Contato Direto

A estudante de Administração, Taíza da Silva, veio com a delegação e conversou com os empreendedores.

“Lá, em Benjamin Constant, nós não temos contato com esse ambiente de fábricas e empresas. Então, a nossa finalidade aqui é ter um contato direto com os empreendimentos, conhecer a história dos empresários e ter novas ideias que possamos desenvolver dentro e fora da universidade”, diz Taíza.

Antes de visitar as empresas, os universitários ouviram uma palestra com o diretor executivo da incubadora, José Grosso, e foram divididos em grupos para falar pessoalmente com os empresários. “Para os estudantes do interior do Amazonas as coisas são mais difíceis. Mas fico muito feliz que eles já superaram a etapa de sair do seu local acadêmico para conhecer novos ambientes. Espero que sejam grandes empreendedores e possam ajudar outras pessoas, e desenvolvam as atividades comerciais em Benjamin Constant”, conclui Grosso.

Acadêmicos conhecem fábrica de temperos regionais.

Acadêmicos conhecem fábrica de temperos regionais.

 

 

Universitários registram sua primeira visita a uma incubadora de empresas.

Universitários registram sua primeira visita a uma incubadora de empresas.

 

 

Empresária do segmento de Doces Regionais conversa com os visitantes.

Empresária do segmento de Doces Regionais conversa com os visitantes.

 

 

No auditório do CIDE, universitários veem vídeo institucional.

No auditório do CIDE, universitários veem vídeo institucional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Novos empreendedores desejam entrar no CIDE

Antonio Dias apresenta projeto para a administração do CIDE.

Empreendedor apresenta projetos para a administração do CIDE.

 

A fim de começar o processo de incubação de novos negócios dentro do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), alguns empreendedores realizaram, no mês de julho, a apresentação do Plano de Negócios, requisito indispensável no processo de instalação de novas empresas, à equipe de consultores e administradores da incubadora.

A primeira em participar do processo foi uma empresa de desenvolvimento de sistemas de informática para auxiliar na gestão e automação industrial. “Eu decidi vir ao CIDE, devido a diversos fatores. O primeiro é a logística porque estou perto das indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM) e a estrutura física da incubadora ajuda; o espaço privilegiado e o apoio nos assuntos relacionados ao meu negócio”, diz o empresário Jonathas Ferreira, lembrando que grandes empresas de tecnologia passaram pela incubadora e tiveram êxitos nos seus projetos.

Diante da equipe de administração da incubadora de empresas, o novo candidato explicou em que consiste as atividades da sua empresa e que benefícios traz à sociedade. “Propomos melhoras na qualidade de vida da população por meio dos nossos aplicativos para computadores e celulares em serviços de transporte, segurança e localização, processos na produção comercial e industrial”, destaca o empresário Ferreira.

Com a proposta de atuar no segmento de matérias-primas para cosméticos, a empresa HERBRAM apresentou seus objetivos aos avaliadores do CIDE. “Iremos fabricar extratos e óleos vegetais como matéria-prima para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e alimentares. O objetivo da nossa vinda à incubadora é aumentar nossa capacidade produtiva e inovar com o lançamento de novos produtos ao público”, diz o sócio proprietário Antonio Dias, acrescentando que os produtos da sua empresa são 100% amazônicos.

Ainda segundo Dias, a HERBRAM já iniciou contatos e parcerias com empresas do CIDE, com o objetivo de criar produtos mais inovadores e abrir novas áreas de negócios e de vendas, nos segmentos de cosméticos, alimentos e suplementos alimentares. “Também queremos atender diretamente o consumidor final com os nossos produtos inovadores”, conclui.

O empresário Jonathas Ferreira apresenta projeto à comissão do CIDE.

O empresário Jonathas Ferreira apresenta projeto à comissão do CIDE.

Empresários conversam com a equipe administrativa da incubadora sobre futura instalação.

Empresários conversam com a equipe administrativa da incubadora sobre futura instalação.

 

 

Apresentação dos candidatos é um requisito importante.

Apresentação dos candidatos é um requisito importante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Transformando-se em empresário

Empreendedores participam do penúltimo módulo.

Empreendedores participam do penúltimo módulo.

 

O empresariado do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) voltou à sala de treinamento para participar do curso “Transformando-se em empresário empreendedor”. Depois de uma semana de treinamento, a capacitação foi concluída no dia 31 de agosto e foi ministrada novamente pelo economista Geraldo Magela. A formação tem a finalidade de corrigir os principais erros nas gestões consideradas “familiares”, nos aspectos financeiros e processo empresarial.

A formação está constituída de três etapas em meses diferentes. Essa é a penúltima. “Trata-se agora do segundo módulo. Nesse curso, estamos trabalhando casos de pessoas que tenham uma empresa e são chamadas de empresários, mas isso não dá a elas as características de empreendedor ou empreendedora. E muitas empresas não conseguem avançar porque falta ao proprietário as características de empreendedor”, diz Magela.

Durante o curso o economista deixou bem claro que muitos empresários têm uma grande ideia, bons produtos, mas agem como empregado dentro da própria empresa. “O objetivo é fazer uma reflexão sobre a postura empreendedora do empresário, o que vai levá-lo a um bom posicionamento no mercado, melhorando sua relação com os funcionários, descentralizando os trabalhos e melhorando sua criatividade”, destaca.

O próximo passo vai ser em setembro, quando acontecerá a formação do último módulo com todos os empresários.

 

O que é?

Empreendedor é quem identifica oportunidades e gera riquezas a partir delas. No mundo do trabalho, aquele tipo de pessoa que é capaz de criar uma empresa ou negócio a partir de uma simples ideia. Empresário, por sua vez, é todo indivíduo que tem competência para perpetuar essa mesma empresa ou negócio.

As experiências são compartilhadas.

As experiências são compartilhadas.

 

Empresários recebem certificado de conclusão.

Empresários recebem certificado de conclusão.